sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Casting Crowns - Come to the well

Come to the well, esse é o nome do novo álbum da banda norte-americana Casting Crowns. Minha primeira impressão foi boa, o CD já começa com uma canção que, como o próprio nome sugere, fala sobre coragem, nos leva a buscar a justiça, o amor e a misericórdia do Pai.

A segunda canção, City On The Hill, fala sobre as diferenças entre pessoas, remetendo as diferenças ministeriais, até diferenças etárias e mostra, de forma inteligente, que mesmo diferente, todas tem uma forte relação de dependência. Linda música.

A música  Jesus, Friend Of Sinners é uma oração, a oração de "um santo com travas nos olhos, com mãos sujas e um coração dividido", que quer ser quebrantado, quer ser guiado pela misericórdia Divina. É de arrepiar na ponte dessa música, onde o Mark canta "e eu era a causa perdida, eu era o desamparado, sim, Tu morreste pelos pecadores como eu, um leproso agradecido aos teus pés".

A quarta música, Already There, para mim todo jovem tem a obrigação de ouvir e compreender aquela mensagem, entender que "quando eu estou perdido no mistério, para Ti, meu futuro é uma lembrança, pois Tu já estás lá". Essa com certeza vai ser indicada para alguns amigos que vieram a minha memória enquanto ouvia.

The Well é a canção tema do álbum, com uma batida mais acústica principalmente no começo (onde a única coisa cantada é "então deixe tudo para trás e venha para o poço), ela traz uma mensagem linda, nos fala que "todos sedentos não terão mais sede e todos os que buscam encontrarão o que suas almas anseiam. O mundo tentará, mas nunca poderá preencher, então deixe tudo para trás e venha para o poço". Uma linda música de apelo, a voz do Mark nela se mostra com uma presença perfeita.

A quinta música, Spirit Wind, já começa com o sugestivo barulho de um vento suave, contando e interpretando a passagem bíblica onde Ezequiel passa pela experiência Divina do vale de ossos secos. É uma canção que fala de renovo, tem o intuito de nos dar um sopro de esperança, literalmente nos levando a clamar: "Espírito Santo, sopra em mim, sopre sua vida em mim".

Just Another Birthday, já começa com o diferencial de, como ocorre em algumas canções de álbuns anteriores, tirar Megan Garrett do backing-vocal e ficando com a função de conduzir a canção. A música fala de uma garota que em seu aniversário de 16 anos, com uma festa aparentemente linda, com presentes, tem tudo... ou melhor, quase tudo, falta o pai que ela queria tanto ver, mas tudo o que recebe são flores acompanhadas de um pedido de desculpas. As consequências da ausência do pai aparecem com o tempo, ela fala dos 19 anos, das promessas quebradas e de, mais uma vez, estar "celebrando" mais um aniversário qualquer, levando-a a fazer uma oração, pedindo um Pai para a garota sem pai. Após isso chegam os 21 anos, a oração já com Jesus ao lado é bem diferente, já não é só mais um aniversário. Um detalhe encantador é que nas primeiras estrofes ela canta que não está bem, mas que vai ficar, enquanto na última não existe a parte de que não está bem.

Wedding Day, como você já deve imaginar é uma música de casamento, é linda, contagiante, empolgante! Mas, se prestarmos atenção na letra, não fala de um casamento qualquer, é o casamento do Noivo com a noiva, o casamento de Cristo com a igreja. O sentimento que surge na última estrofe, quando a banda canta que "quando a mão, que leva as cicatrizes e o céu, tocam seu rosto e as últimas lágrimas que ela derramou são finalmente secas, e as nuvens se desfazem enquanto ele toma a sua mão e caminha com ela pelos portões, para sempre reinarão!". E aí, música linda ou não?

O título de faixa romântica vai para a nona, Angel, e sim, essa fala de um casamento convencional, um homem e uma mulher. A forma em que ele vê a mulher pela primeira vez é descrita é simplesmente perfeita, nos obriga a imaginar aquilo, imaginar a mulher perfeita, um "anjo", com uma brisa brincando com seus cabelos. Ele chega a falar que ela é a prova de que Deus responde orações. Música linda, não pode faltar em um casamento, se for com o marido cantando para a esposa é melhor ainda, isso se ele cantar bem, é claro.


Deixando o sentimentalismo das canções anteriores um pouco de lado, a canção My Own Worst Enemy é mais desafiadora, mais impactante, nos mostra como nossos próprios piores inimigos, mostrando em seu coro uma grande verdade, não podemos vencer a luta contra o "eu" sozinhos, precisamos da força do Pai para que as correntes se quebrem e nós finalmente tenhamos a liberdade.

A penúltima música, Face Down, tem um som bem agradável, calmo (confesso que cheguei a lembrar de Brooke Fraser em alguns momentos, loucura minha?). A simplicidade da letra toca no coração de qualquer crente:  "Com o rosto no chão, sem ter mais nada a me agarrar além do amor que só Tu podes dar. Com o rosto no chão, onde eu sei que pertenço, e eu oro com graça para que esse mundo veja em mim alguém humilhado e quebrantado aos Teus pés".

O CD encerra com a música So Far To Find You, uma música que mostra o diferencial de Deus em nossas vidas. Tire suas próprias conclusões, responda você essas perguntas: "Você me deixará te envolver em meus braços essa noite? Eu vim de muito longe para te encontrar. Você pegará o meu amor e desistirá da luta? Eu vim de muito longe para te encontrar. De um mundo de distância viajei, só para segurar sua mão.Você me deixará te envolver em meus braços essa noite? Eu vi de muito longe para te encontrar. Você pegará o meu amor e desistirá da luta? Eu vim de muito longe para te encontrar."



Resumão: Come to the well é um CD que fala de restauração, adoração, louvor sincero e agradável a Deus, fala de amor, casamento em todos os sentidos. Tem partes com batidas mais pegadas, partes mais leves. É um CD para o amante da boa música evangélica. Indico!

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